O início do ano não foi fácil para a Intel, depois de ter sido revelado que os seus processadores são, desde há 20 anos, afetados por falhas de segurança, o Meltdown e Spectre.

Descobertas as vulnerabilidades (também presentes em processadores de outras marcas) a fabricante comprometeu-se a proteger 90% dos CPUs produzidos nos últimos cinco anos e lançou os primeiros patches de correção, avisando que estas poderiam resultar numa perda de performance dos dispositivos.

Agora, a tecnológica anunciou mais uma iniciativa para voltar a ganhar a confiança dos seus utilizadores, a Intel Threat Detection Technology (TDT) que traz dois recursos  que usam as funcionalidades dos próprios processadores para descobrir malware mais facilmente: o Accelerated Memory Scanning (AMS) e o Intel Advanced Platform Telemetry.

Muitas vezes, os anti-vírus procuram indícios da presença de malware na memória RAM, o que, segundo a Intel, faz com que o sistema perca até 20% do seu desempenho. Com a tecnologia AMS, em vez de usar o CPU para procurar na memória por quaisquer assinaturas de malware, a tarefa é transferida para o GPU. O benchmarking inicial nos sistemas de teste da Intel mostrou que a utilização do CPU caiu de 20% para apenas 2%.

Esta ferramenta já foi colocada à disposição para que as empresas possam usá-la e integrá-la nos seus produtos, pelo que, a Microsoft vai começar a utilizá-la no Windows Defender Advanced Threat Protection.

Por outro lado, a tecnologia Intel Advanced Platform Telemetry combina telemetria de plataforma com algoritmos de machine learning para melhorar a deteção de ameaças avançadas, reduzindo falsos positivos e minimizando o impacto no desempenho, ou seja, utiliza os medidores de desempenho do próprio processador para detetar comportamentos fora do comum.